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26 março 2014

A Formação do Educador Musical (parte 2)

A Formação do Educador Musical -- parte 1



"Sobre o Educador Musical" -- parte 2
Ilza Zenker Leme Joly

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Há sempre inúmeros aspectos que devemos considerar na formação de educadores musicais, mas enumerar alguns deles pode auxiliar cada pessoa em formação a estar atenta em quais aspectos é preciso se desenvolver mais ou menos.

Se pensarmos nas duas grandes áreas envolvidas na formação do educador musical, talvez seja interessante descrever um pouco mais de cada uma delas.

Preparação pedagógica: cabe ao professor criar vínculos entre a criança e a música. Cabe a ele ainda descobrir as melhores habilidades e capacidades dos seus mais diferentes alunos, orientado-os para seu melhor desenvolvimento. O educador musical deve saber conduzir, de maneira discreta, seus alunos até a música. Para ser eficaz precisa de uma boa abordagem metodológica, recursos variados para o ensino da música, material didático e pedagógico diversificado para que possa escolher o mais adequado a cada um dos alunos, grupos musicais ou vocais com os quais trabalha.

Preparação musical: o professor é sempre a mais importante referência para seu aluno, então é preciso ter musicalidade e isso implica em:
  1. boa percepção musical, com capacidade para identificar melodias, harmonias e ritmo;
  2. conhecimento de teoria musical que envolve aspectos melódicos e rítmicos, distinguindo entre eles diferentes tonalidades, escalas, acordes, intervalos, solfejo, escrita e leitura musical; pulso, acento, ritmo, compassos simples e compostos, valores de duração, padrões rítmicos de determinadas culturas locais, regionais e mundiais, improvisação, polirritimia, etc.;
  3. cultura vocal, que envolve um conhecimento sobre saúde vocal, conseguir identificar e solucionar problemas e emissão da voz e afinação, repertório variado;
  4. domínio de um instrumento harmônico como piano ou violão, instrumentos de sopro como a flauta doce e instrumentos de percussão, de maneira que possa oferecer uma diversidade de timbres musicais em suas aulas;
  5. conhecimentos de expressão corporal, movimento e dança relacionados à música;
  6. conhecimentos básicos de harmonia, tais como as funções principais (tônica, dominante e sub-dominante), seu emprego e harmonização imediata de melodias da cultura infantil ou popular;
  7. elementos básicos de regência instrumental e vocal;
  8. técnica de improvisação vocal e instrumental voltada para a pedagogia musical e não ligada a um estilo específico como o jazz, por exemplo. A improvisação na aula de música serve para conduzir o aluno a um maior envolvimento com a música.
A partir dessas considerações é possível perceber que é preciso se dedicar profundamente ao estudo da música e dos processos educativos ligados à ela e para isso é preciso ter disponibilidade, ser curioso, inquieto e ter vontade de se aperfeiçoar a cada dia. Espero então que todas essas habilidades sejam desenvolvidas [na formação de cada um de vocês]!

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